
Empresa canadense convida moradores a obterem receita estável participando de esforço coletivo para impedir plástico nos oceanos ao construir e ativar infraestrutura de reciclagem em comunidades carentes.
A empresa reprocessa os materiais para reintrodução na cadeia de fornecimento de manufatura global. Catadores recebem prêmio (um valor acima da tabela do mercado pelos materiais que coletam, no Brasil atualmente elegível para PET) – que os ajuda a fornecer necessidades básicas para família, como mantimentos etc.

Após treinamento intensivo com todos os gerentes de pontos de coleta para enfatizar medidas de prevenção ao COVID-19, além da distribuição de kits de EPIs para funcionários e catadores, a Plastic Bank retoma a operação em comunidades carentes do Rio de Janeiro, como Complexo do Alemão, Comunidade dos Bancários (Ilha do Governador), Pavuna, Bangu, entre outras.

Desde novembro passado a Plastic Bank retirou 663.000 quilos de plástico da área denominada ‘oceanbound’, regiões costeiras com grande concentração populacional e contempla cerca de 30 km da faixa litorânea.
Para Maria Raimunda Moraes, moradora de Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio, essa opção de renda ajuda muito. “Reciclo há 20 anos, em algumas épocas com menos frequencia pois trabalhava em eventos no RioCentro. Mas, aos 59 anos, está cada vez mais difícil conseguir trabalho. E ao trocar o plástico aqui (no Centro de Coleta de Vargem Pequena) consigo manter minha família com o dinheiro que recebo, compro biscoitos e mistura para meus netos, além de ajudar a natureza”, comenta Maria, que mora com a filha e dois netos.

Até o momento, o aplicativo blockchain registrou 1247 catadores ativos no programa e mais de 4.614 pessoas impactadas pelo ecossistema em solo brasileiro. A plataforma protege toda a transação e fornece visualização de dados em tempo real – permitindo transparência, rastreabilidade e escalabilidade rápida
Com isso, Plastic Bank® fortalece uma sociedade regenerativa, pois ajuda o mundo a evitar o plástico nos oceanos enquanto melhora a vida de catadores em comunidades carentes. O material coletado renasce como Plástico Social® e pode ser facilmente re-integrado em produtos e embalagens como parte de uma cadeia de suprimentos de economia circular.

Além do Rio de Janeiro, a Plastic Bank opera no Haiti, Indonésia, Filipinas e Egito. Em solo carioca, conta com parceria da SCJ Johnson, que reforçou as medidas de prevenção ao COVID-19 com a doação de 3.600 embalagens de alcool gel Lysoform.
Reciclagem no Rio de Janeiro – A cidade conhecida pela paisagem exuberante, ocupa uma posição crítica quando se trata da reciclagem de resíduos sólidos, amargando o pífio percentual de apenas 1,9% de todo seu material produzido devidamente coletado.
Por isso, a Plastic Bank mapeou os bairros do Rio de Janeiro para implementar pontos em áreas consideradas de risco com propensão destes materiais invadirem o mar. A cidade possui mais de 200 cursos d’água, denominados rios, córregos, riachos, canais, valões, vala etc., apresentando geralmente um leito estreito e pouco profundo. As águas descem pelos diversos maciços e vão em direção à Baía de Guanabara, Oceano Atlântico (diretamente), Lagoa Rodrigo de Freitas, Baixada de Jacarepaguá (onde estão cinco lagoas) e para as Baixadas de Guaratiba e de Santa Cruz, em direção à Baía de Sepetiba.

Projetos Paralelos – Além de ativar ecossistemas pelo mundo, a Plastic Bank também atua com frentes paralelas como escolas e congregações como templos e igrejas. No Rio, a conscientização em escolas já começou com centros educacionais particulares e estará presente também no sistema municipal de Ensino Fundamental junto com a Secretaria de Educação do Rio de Janeiro. Já o Programa de Fé está em ampla expansão com atividades no Rio de Janeiro e Vitória (Espírito Santo).
Fotos: Maurício Nava / Divulgação Plastic Bank.
